Casarões vs Pousadas – Plano Diretor de Pirenópolis

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Casarões vs Pousadas – Plano Diretor de Pirenópolis

 

O atual Plano Diretor de Pirenópolis contempla a importância em se preservar a ambiência urbana, principalmente nos casarões do centro histórico, com a proteção de áreas verdes privadas – quintais, de importância pública.

Visando uma relação entre arquitetura e vegetação, equilíbrio da temperatura e da imagem urbana, além da observância criteriosa da taxa de ocupação e a compatibilidade com o índice de permeabilidade. Sendo proibida a derrubada de árvores cujos caules excedam a 20 cm de diâmetro.

O parcelamento mínimo permitido para lotes é 720 m² com taxa de ocupação de 40% e índice de permeabilidade de 20%, exemplificando, em um lote de dimensões mínimas o máximo de área construída é de 288 m², podendo o quintal ser calçado ou piscina/lazer em área de 288 m² e deixando uma área aberta sem construção de 144 m². Assim, seria o idealizado no Plano Diretor.

Contudo, o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional definiu a taxa de ocupação para 30% para lotes até 1.000 m², com a taxa diminuindo na proporção que o tamanho do lote aumenta.

Atualmente, com a grande especulação imobiliária da região, diversos casarões foram colocados à venda. Visando um empreendimento lucrativo, diversos destes transformados em pousadas, destruindo os quintais originais e desrespeitando as regras definidas pelo IPHAN e pelo Plano Diretor.

Estacionamento nas pousadas do centro histórico é praticamente inexistente, colaborando intensamente para o caos nos finais de semana. Qual a responsabilidade desses empresários frente à sociedade e o município? Como implicar a eles o dever de cumprir as normas? Meio Ambiente versus Empreendimentos, será possível uma harmonia?

Ocupação urbana na Serra dos Pireneus
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